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A data oficial da imigração japonesa no Brasil é 18 de junho de 1908, dia em que o navio Kasato Maru chegou no porto de Santos. Foram exatos 52 dias desde que os 781 imigrantes embarcaram no porto de Kobe, na grande Osaka. Segundo informações oficiais, além dos japoneses relacionados ao acordo entre o Brasil e o Japão, outros 12 passageiros independentes estavam a bordo.

O trato beneficiava ambos os países igualmente. O Brasil precisava de mão-de-obra para trabalhar nas fazendas de café, em São Paulo e no Paraná. Enquanto o Japão viu a aliança como uma alternativa para as tensões sociais geradas por conta de sua população numerosa.
Aqui, os japoneses imigrantes ficaram conhecidos como “deuses da agricultura”, pois aperfeiçoaram técnicas no cultivo da batata, arroz e do tomate, além de introduzirem as culturas de chá e bicho da seda.
O Brasil já se preparava para receber imigrantes chineses e japoneses já há algum tempo. Em 5 de outubro de 1892, foi aprovada a Lei nº 97 com tal liberação, mas só em 1894 o Brasil foi considerado apto a acolher os imigrantes japoneses. Isso depois da visita do deputado Tadashi Nemoto ao nosso país. Aqui, ele passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais.
O primeiro grupo de imigrantes deveriam, na verdade, ter embarcado já em 1897, mas a crise enfrentada pelo café até 1906 fez com que a viagem fosse adiada na véspera da partida.
No ano seguinte, em 1907, Carlos Arruda Botelho, o então secretário da Agricultura de São Paulo, firmou compromisso com o Japão para que recebêssemos três mil imigrantes nos próximos três anos.
– 1911: cinco famílias japonesas se tornam os primeiros imigrantes japoneses proprietários de terra no Brasil
– 1913: chegam os únicos 107 mineiros da história da imigração
– 1918: formação das primeiras professoras oficiais, irmãs Kumabe
– 1923: formação do primeiro descendente de japonês em odontologia
– 1948: Yukishige Tamura se torna o primeiro Nikkei (descendente japonês nascido fora do Japão) a ocupar um cargo público em uma capital do país, como vereador de São Paulo
– 1949: retomada do comércio entre Brasil e Japão (antes cortado por conta da Segunda Guerra Mundial)
– 1953: chegada das primeiras empresas japonesas ao solo brasileiro
– 1964: inauguração da sede da Sociedade Brasileira da Cultura Japonesa
– 1973: último navio de imigrantes japoneses, Nippon Maru, chega ao porto de Santos

– 2006: falecimento da última sobrevivente do primeiro grupo de imigrantes japoneses a chegar no Brasil, Tomi Nakagawa (ao lado)

O Iene é a terceira moeda mais negociada no mercado financeiro internacional, ficando atrás apenas do dólar americano e do euro.
Criada em 1870, a moeda japonesa surgiu em decorrência da moeda chinesa – yuan, amplamente utilizada no Japão até 1868. A palavra “yuan” significa “objeto redondo” em português.
A maior desvalorização da moeda japonesa se deu no período da Segunda Guerra Mundial, quando era necessário ter 360 ienes para trocar por 1 dólar americano.

Curiosidade: Acredita-se que a moeda de cinco ienes tem um buraco no meio por questões financeiras, já que ela passou a ser produzida em 1949, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, período em que o país lidava com intensa carência de metais.